sexta-feira, 7 de dezembro de 2018  05:05

Glossário




Fundo Garantidor de Crédito – FGC : Entidade privada, sem fins lucrativos, criada para administrar um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores em caso de intervenção, concordata, falência ou situação de insolvência da instituição financeira. O FGC é mantido por contribuições das próprias instituições financeiras, equivalentes a um percentual sobre os depósitos. Há um valor máximo garantido por depositante ou aplicador nos seguintes tipos de crédito: depósitos à vista; depósitos em caderneta de poupança; depósitos à prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RD B); letras de câmbio; letras imobiliárias e letras hipotecárias. O FGC não cobre perdas ocorridas em fundos de investimentos, por exemplo.

Atualmente o FGC cobre até R$ 250 mil por CPF, por instituição ou conglomerado financeiro emissor.

O FGC foi criado para atuar no mercado e garantir a estabilidade do sistema financeiro diante de crises, para que problemas de solvência em uma instituição financeira não afetem muitas outras.

Fundo Imobiliário : Fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio fechado, semelhante ao fundo de ações e renda fixa, administrado por instituições financeiras e fiscalizado pela CVM-Comissão de Valores Mobiliários. Os recursos são aplicados no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis prontos. Como são fracionados em cotas, o caminho natural é a negociação das cotas em bolsas de valores ou no mercado de balcão. Ou seja, as cotas são parcelas de valores mobiliários não resgatáveis, e o cotista tem que vende-las a terceiros, como se fossem ações de companhias abertas, para retomar seu investimento.

Fundos de Ações: São aqueles que aplicam seus recursos preponderantemente em ações de empresas negociadas em bolsa de valores, indicado aos investidores que buscam retorno no longo prazo e, portanto, aceitam correr os riscos inerentes ao mercado de ações, como as frequentes oscilações no valor das cotas. Os fundos apresentam diferentes graus de risco/retorno em relação ao Ibovespa (índice da Bolsa de Valores de São Paulo), que tendem a diluir no longo prazo, sobretudo quando há crescimento econômico do país e os juros em patamares mais baixos.

Fundos Multimercados: Regulamentados pelo Banco Central, esses fundos buscam retorno nos investimentos de longo prazo em derivativos de renda fixa ou variável, aproveitando as oscilações de preços dos ativos. É uma opção de maior risco para o investidor, pois não há limitações quanto à concentração em determinado ativo ou fator de risco, como ocorre em outros investimentos. Ou seja, o gestor dos fundos multimercados tem total liberdade para operar e tentar aumentar a rentabilidade mediante operações e arbitram nos diversos mercados financeiros.

De acordo com a Resolução No. 4.661, de 25/05/2018, que dão as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores dos planos administrados pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar, são esses abaixo os segmentos/limites permitidos para aplicação:

  • - Renda Fixa (100%), cabendo observar que as subclasses desses ativos também têm seus limites para alocação;
  • - Renda Variável (70%), notando-se que as subclasses da Renda Variável também tem diversas limitações;
  • - Fundos Estruturados (20%), nesse segmento é onde estão inseridos os fundos multimercados (15%)
  • - Imobiliário (20%)
  • - Operações com Participantes (15%)
  • - Exterior (10%)

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Fonte: Bungeprev